Cosmonauta alega que bactérias que ‘vieram do espaço’ foram coletadas na Estação Espacial Internacional | Ciência e Saúde

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Estação Espacial Internacional (Foto: Nasa/Divulgação)Estação Espacial Internacional (Foto: Nasa/Divulgação)

Estação Espacial Internacional (Foto: Nasa/Divulgação)

Reportagem publicada pela agência estatal russa TASS informa que, segundo o cosmonauta Anton Shkaplerov, foram encontradas bactérias oriundas “do espaço” na parte externa da Estação Espacial Internacional (ISS).

Segundo ele, cosmonautas coletaram amostras com cotonetes na parte externa da ISS e as enviaram para a Terra.

“Acontece que, de alguma forma, os cotonetes revelaram bactérias que estavam ausentes durante o lançamento do módulo ISS. Ou seja, elas vieram do espaço exterior e se assentaram na superfície externa. Estão sendo estudadas desde então e parece que não oferecem perigo”, declarou, segundo a agência.

A revista “Newsweek” pediu que a agência espacial americana Nasa comentasse a fala do cosmonauta russo, mas não obteve resposta até o momento.

Equipe de solo ajuda o cosmonauta Anton Shkaplerov a sair da cápsula Soyuz TMA-15M após pouso perto de Zhezkazgan, no Cazaquistão, quando voltou de missão na ISS, em 2015 (Foto: Bill Ingalls/Nasa/Reuters)Equipe de solo ajuda o cosmonauta Anton Shkaplerov a sair da cápsula Soyuz TMA-15M após pouso perto de Zhezkazgan, no Cazaquistão, quando voltou de missão na ISS, em 2015 (Foto: Bill Ingalls/Nasa/Reuters)

Equipe de solo ajuda o cosmonauta Anton Shkaplerov a sair da cápsula Soyuz TMA-15M após pouso perto de Zhezkazgan, no Cazaquistão, quando voltou de missão na ISS, em 2015 (Foto: Bill Ingalls/Nasa/Reuters)

A declaração de Shkaplerov, por si só, não é suficiente para se concluir que foi descoberta vida extraterrestre. A ISS está em órbita há cerca de duas décadas e há várias maneiras pelas quais bactérias terrestres podem tê-la contaminado.

Mesmo as melhores técnicas de esterilização são incapazes de remover todos os vestígios de vida terrestre quando ocorre o lançamento em terra, destaca a “Newsweek”. É por isso que a Nasa teve o cuidado de destruir a sonda espacial Cassini, fazendo-a cair em Saturno em vez correr o risco de ela colidir com a lua Encélado, considerada potencialmente habitável.

É também por isso que, quando a Nasa seleciona os locais de desembarque de uma futura aterrissagem em Marte, ela descarta locais onde as bactérias terrestres poderiam proliferar.

A esterilização na ISS é complicada e, como qualquer lugar habitado por humanos, é repleta de bactérias — aliás, sabe-se que elas habitam a atmosfera a milhares de metros de altitude.





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