5 objetos que você toca com frequência, mas talvez não saiba que estão cheios de germes | Bem Estar

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Botões dos elevadores podem conter muitas bactérias (Foto: Geralt/Creative Commons CC0 )Botões dos elevadores podem conter muitas bactérias (Foto: Geralt/Creative Commons CC0 )

Botões dos elevadores podem conter muitas bactérias (Foto: Geralt/Creative Commons CC0 )

Sabemos que os germes são moradores habituais de cartões, celulares, teclados e outros objetos cotidianos. Portanto, devemos limpá-los com certa frequência e usá-los com cuidado.

Muitos dos lugares onde se espera encontrar mais germes, como o assento do vaso sanitário, são mais limpos do que parecem, de acordo com o microbiologista Charles Gerba, da Universidade do Arizona, nos EUA. Isso ocorre porque muitas pessoas os limpam antes de usá-los – exatamente por acharem muito sujos.

Por outro lado, há objetos do nosso dia a dia que passam totalmente despercebidos.

A verdade é que, embora existam agentes patogênicos como o E. coli e salmonelas, potencialmente letais, felizmente a grande maioria das bactérias, vírus e outros micróbios com os quais nos encontramos todos os dias tendem a ser inofensivos para a nossa saúde, não espalhando infecções ou causando diarreia.

Em todo caso, confira alguns dos lugares que você talvez nunca tenha notado, mas são cheio de germes.

De acordo com Gerba, se você usa o transporte público para ir trabalhar, tem seis vezes mais chances de ficar doente do que se caminhar ou dirigir, já que acaba mantendo contato próximo com muitas pessoas – e seus correspondentes germes.

Agora, pense nos botões de lugares públicos, que são apertados por todo mundo. Por exemplo, aquele que aciona o semáforo para pedestres, ou o que faz o ônibus parar no ponto.

OK, esses são até óbvios. Mas possivelmente você não tinha parado para pensar nos botões dos elevadores dos mais diversos lugares – de edifícios comerciais aos condomínios residenciais -, usados diariamente por diversas pessoas

2. Área de descanso do escritório

Segundo Gerba, que analisa germes há mais de 40 anos, o lugar que passa desapercebido nos escritórios é a sala de descanso, onde geralmente está a copa. E, especialmente, a alça da cafeteira.

De acordo com um estudo de 2012 da Universidade do Arizona, no qual Gerba colaborou, os maiores níveis de contaminação foram encontrados na torneira da pia e na alça da porta do forno de micro-ondas desses locais.

É algo que quase todos os clientes tocam, mas geralmente não é limpo com a mesma frequência ou cuidado que outras instalações dos restaurantes.

Gerba e sua equipe encontraram uma média de 185 mil bactérias nos menus que analisaram em vários restaurantes em três Estados americanos.

De acordo com o microbiologista, provavelmente você encontrará cem vezes mais bactérias em um menu pegajoso do que em um assento de banheiro.

E já que estamos falando de restaurantes, cuidado com as cadeiras. Muitos garçons limpam as mesas, mas elas costumam ser esquecidas.

Carrinhos de supermercado até parecem, mas não são inofensivos (Foto: Alexa_Fotos/Pixabay/CC0 Creative Commons)Carrinhos de supermercado até parecem, mas não são inofensivos (Foto: Alexa_Fotos/Pixabay/CC0 Creative Commons)

Carrinhos de supermercado até parecem, mas não são inofensivos (Foto: Alexa_Fotos/Pixabay/CC0 Creative Commons)

4. Malas, carteiras e bolsas

Além de a maioria das malas e bolsas não serem lavadas, as pessoas costumam usá-las por vários anos antes de jogar fora.

Esses objetos geralmente são deixados em ambientes cheios de bactérias, como mesas de cozinha, superfícies de banheiro e balcões de restaurantes fast-food.

Com isso, podem ser facilmente infectados e funcionar como veículos para transmissão de doenças de um lugar para outro.

Essa é a conclusão de um estudo científico realizado em 2015 e liderado pela cientista Susheela Biranjia-Hurdoyal, cuja equipe encontrou contaminação bacteriana em 95% das bolsas analisadas, tanto de homens quanto de mulheres, dos quais 26% apresentaram crescimento bacteriano moderado ou grande.

Os pesquisadores também concluíram que as bolsas sintéticas tinham uma maior contaminação bacteriana do que as de outros materiais, como couro ou tecido.

Gerba, por sua vez, pegou amostras do fundo das bolsas femininas e descobriu que aproximadamente um terço delas estava contaminado com material fecal, provavelmente porque tinham sido apoiadas no chão de banheiros públicos.

5. Barra do carrinho de compras

Em outro estudo, Gerba encontrou a Escherichia coli, mais conhecida como E. coli, na barra da metade dos carrinhos de compras que analisou, assim como outras bactérias.

A E. coli está associada ao material fecal de animais e seres humanos e pode causar infecções gastrointestinais graves.

De acordo com o especialista, muitos supermercados desinfetam regularmente os banheiros, mas não os carrinhos de compras.

Além disso, o microbiologista e sua equipe também encontraram colônias de E. coli em cerca de metade das sacolas de pano reutilizáveis que analisaram.

Assim como as roupas, é preciso lavá-las com frequência. Usar água sanitária ou um ciclo de água quente pode matar os germes, bem como colocá-las na secadora.





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