Remo, dança do ventre e videogame ajudam pacientes com câncer – 14/01/2018 – Cotidiano

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Os j famosos palhaos que fazem pacientes com cncer sorrir ganharam novos aliados. Hospitais tm apostado cada vez mais em formas variadas de reduzir os impactos do tratamento e melhorar a qualidade de vida e a autoestima dos doentes. Entre os exemplos esto aulas de dana do ventre, prtica de remo, visita de animais e jogos, como o videogame.

“A humanizao do tratamento melhora as condies do paciente e ajuda tanto ele como seus familiares e amigos prximos a enfrentar a doena”, diz a oncohematologista e oncologista clnica do Hospital Srio Libans Andra Shimada.

Essa alegria pode estar em uma atividade que a pessoa nunca teve a oportunidade de fazer. o caso de Luciana Lopes, 50 anos, e a dana do ventre. Em tratamento de um cncer de mama com metstase h oito anos, Luciana aprendeu a dana no hospital Prola Byington.

“Gosto de dana desde menina, mas s pude comear a me dedicar aqui no hospital”, diz. ” uma terapia que me faz esquecer os problemas.” Ela passou a participar de outro grupo da dana em um posto de sade perto de casa. “s vezes me pego danando sozinha.”

A energia para seguir em frente tambm tem ajudado a famlia de Rihana de Jesus Oliveira Santos, 7 anos, que brincava, na ltima quinta-feira, com uma fantasia na brinquedoteca do Graacc (Grupo de Apoio ao Adolescente e Criana com Cncer), enquanto aguardava por mais uma consulta para o seu tratamento de linfoma. “A gente reage melhor ao sentir que ela est bem”, diz a me, Rita de Cssia de Jesus Oliveira, 28 anos.

Coordenador do Ncleo de Bem-Estar do hospital BP Mirante, Liaw Chao diz que uma atividade ou um terapia alternativa so “mais uma ferramenta para ajudar no restabelecimento da sade”. Segundo o especialista, os resultados positivos disso podem ir alm da cura.

MSICA

O cantor e guitarrista Kiko Zambianchi, o baixista Canisso (Raimundos) e o guitarrista Andreas Kisser (Sepultura) so alguns dos integrantes do Os Pitais, banda que toca em hospitais.

A produtora Anna Butler diz que a banda rene amigos e foi montada h dois anos como uma forma de gratido pelo atendimento que a me dela recebeu em um hospital quando esteve internada por dois meses.

A msica e o teatro so usados tambm pelo Canto Geral, que atua em 16 hospitais. ” uma forma de encontro e escuta”, diz Felipe Mello, 40 anos, fundador do grupo, criado em 2001.

Icesp – 3.out.2017/Divulgao
Mulheres do grupo Remama, do Icesp, comemoram durante inaugura
Mulheres do grupo Remama, do Icesp, comemoram durante inaugurao de barco

REMO

A equipe de remadoras do projeto Remama vai participar de uma competio na Itlia em julho. As atletas do grupo, organizado pelo Icesp (Instituto do Cncer do Estado de So Paulo Octavio Frias de Oliveira), so pacientes que tratam cncer de mama.

Segundo a capit da equipe, Solani Capioto, 55, o remo motivador. “Gosto sempre de perguntar para as colegas quem de ns estar aqui daqui a 30 anos para levar o projeto adiante.”

BICHOS

Os animais de estimao dos prprios pacientes e de ONGs como a Patas Therapeuticas se tornaram um instrumento de humanizao no tratamento no Icesp (Instituto do Cncer do Estado de So Paulo Octavio Frias de Oliveira). ” mais difcil cumprir os requisitos com animais dos prprios pacientes, mas temos trabalhado para que possam traz-los”, diz a coordenadora de humanizao do hospital, Maria Helena da Cruz Sponton.

A Patas Therapeuticas, fundada em 2012, tem 66 cachorros, 3 gatos e 1 furo. “A gente treina os animais para que eles no tenham reaes inesperadas.”



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