Prestes a completar 80 anos, Ellen de Lima vai ser rainha de bloco | Longevidade: modo de usar

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Na manhã do próximo domingo, dia 28, Ellen de Lima estará na esquina da Avenida Atlântica com a Rua República do Peru, em Copacabana, como rainha do bloco Alegria Sem Ressaca. Promovido pelo psiquiatra Jorge Jaber, o bloco sai há 15 anos, sempre com o foco em prevenção do abuso de álcool e uso de drogas. Para Ellen, que fará 80 anos em março, esse é só o começo da folia. Há 20 anos ela canta durante três dias de carnaval na Cinelândia, no Centro do Rio. E qual é o segredo da baiana Helenice Teresinha de Lima Pereira de Almeida? “Acho que já nasci energizada”, diz, esbanjando vitalidade. Ellen tem uma fórmula, sim, que pratica desde sempre: “amo a vida e tudo o que ela me deu. Valorizo o que tenho e procuro olhar o lado bom das coisas”. Ainda faz shows – “menos do que gostaria”, enfatiza – come de tudo, bebe com moderação e aprecia a companhia dos amigos. Gustavo, o filho caçula que também é músico e a acompanha, resume: “ela não para quieta”.

A carreira artística começou em 1950, no programa de calouros de César de Alencar, na Rádio Nacional. Ellen viveu os anos dourados do rádio, mas se tornou um ícone para o grande público por ser a intérprete da célebre “Canção das misses”, tema do concurso de Miss Brasil. Para quem tem mais de 50, aqui vão os versos para uma breve sessão nostalgia: “Os Estados brasileiros se apresentam / Nesta festa de alegria e esplendor / Jovens misses seus estados representam / Seus costumes, seus encantos, seu valor / Em desfile nossa terra, nossa gente / Pela glória do auriverde em céu de anil / Sempre unidos / Leste, Oeste, Norte, Sul / Na beleza das mulheres do Brasil. Ainda hoje pedem que cante a música, daquelas que grudam no ouvido…

Foi atriz-cantora na TV Globo, ao lado de Fernanda Montenegro e Sérgio Britto, apresentou-se fora do Brasil e, em 1988, fez parte do grupo As Eternas Cantoras do Rádio, com Carmélia Alves, Nora Ney, Violeta Cavalcante, entre outras, com o qual gravou três CDs. Pergunto a ela qual é a receita para a longevidade artística numa época de celebridades instantâneas: “é preciso ser firme e saber o que se quer. Hoje a cena artística é maior, mas a competição também cresceu muito, por isso é tão importante saber quem você é, para não se perder. Não se trata de se achar melhor, mas ninguém deve se achar pior. Quem sou eu para dar conselhos, mas acho que devemos buscar energia para insistir em mostrar nosso talento”.



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