O que a mudança brusca de temperatura durante o eclipse da superlua pode ajudar a revelar | Ciência e Saúde

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Quem observou o céu conseguiu apreciar uma lua mais brilhante e maior, conhecida como superlua, que também coincidiu com um eclipse, com uma lua azul e uma lua de sangue, que resultou em imagens incríveis.

Mas os cientistas que investigam as características do satélite natural da Terra ganharam mais um presente.

Eclipses como o de quarta-feira são uma oportunidade perfeita para estudar a Lua usando uma câmera térmica astronômica, de acordo com a agência espacial norte-americana Nasa.

A temperatura na superfície lunar durante um eclipse varia entre 93°C e -128°C.

A mudança de temperatura é extrema e ocorre em um período relativamente curto.

Do Observatório Haleakala, na Ilha de Maui, no Havaí, pesquisadores americanos fizeram testes medindo comprimentos de ondas invisíveis para detectar o calor.

O principal objetivo foi estudar as características do regolito, a camada que recobre as rochas tanto na Lua quanto na Terra – formada por materiais diferentes em cada um desses astros -, diz a Nasa.

Ter uma compreensão clara de qual é a composição do solo na Lua é valioso para que as futuras missões tripuladas localizem pontos confiáveis ​​para fazer um pouso lunar.

O lado escuro das crateras

O eclipse desta quarta-feira também ajudou no mapeamento da superfície lunar, uma tarefa que centros como o Orbitador de Reconhecimento Lunar têm a oportunidade de realizar uma ou duas vezes por ano, quando ocorrem eclipses lunares totais.

Como explica a Nasa, quando ocorre um eclipse, crateras desconhecidas ficam expostas, uma vez que as rochas perdem calor com mais ou menos rapidez, dependendo de seu tamanho.

Esse tipo de informação permite que os pesquisadores entendam como ocorre a evolução da superfície da Lua.

Outro objetivo da Nasa ao estudar a Lua durante os eclipses é entender como é o terreno de seus polos.

Até agora, as missões lunares se concentraram em regiões próximas ao equador do satélite.

Mas o Centro de Pesquisa Ames, da Nasa, encontrou evidências de que há depósitos de gelo no polo norte da Lua.

Uma futura missão tripulada à Lua, que encontre um ponto ideal para um pouso a partir de estudos feitos durante os eclipses, poderia fazer mais pesquisas e até mesmo se servir dessa fonte de água.



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