Efeito colateral do ebola no sistema de saúde pode ter matado mais que o vírus | Ebola

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O efeito devastador do ebola no frágil sistema de saúde da Libéria pode ter matado mais pessoas que o vírus em si, segundo um novo estudo publicado nesta terça-feira (20).

A nação africana foi a mais afetada pelo vírus hemorrágico durante o surto entre os anos de 2014 e 2016, deixando 4,8 mil mortos, muitos deles mulheres grávidas e pacientes de malária, e outros milhares com sintomas persistentes.

A pesquisa, realizada por uma equipe da Universidade de Washington e publicada na revista “PLOS Medicine”, descobriu que até 67% da atenção primária essencial desapareceu durante e imediatamente após a epidemia.

Em uma nação de pouco mais de 4,5 milhões de pessoas, o ebola provocou a perda de 25 mil vacinas contra a tuberculose, 5 mil nascimentos sem atendimento médico especializado e 100 mil tratamentos a menos para a malária, segundo a situação analisada pelos cientistas antes e durante o surto.

Um dos efeitos mais prejudiciais do vírus foi a infecção de quase 300 funcionários médicos na Libéria, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, o que limitou o acesso ao atendimento onde já estava gravemente restringido.

O surto do vírus, altamente contagioso e com frequência mortal, matou diretamente mais de 11 mil pessoas na Libéria, Guiné e Serra Leoa.



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