Campanha contra sarampo espera vacinar cerca de 300 mil brasileiros e 100 mil venezuelanos em Roraima | Bem Estar

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A campanha de vacinação contra o sarampo em Roraima, prevista o próximo sábado (10), deve imunizar cerca de 400 mil pessoas no estado, sendo que 100 mil devem ser imigrantes venezuelanos. Os métodos de mobilização, divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério da Saúde, preveem cartilhas publicitárias sobre locais para tomar as doses, veiculadas em português e em espanhol.

O objetivo, segundo o governo federal, é atingir todo o público-alvo da imunização e impedir que o vírus “volte a circular de forma sustentada no país”. No total, seis casos de contaminação pelo sarampo foram confirmados na região. Apesar disso, o governo federal garante que a infecções não foram autóctones, ou seja, todos os casos foram registrados em crianças imigrantes da Venezuela.

Até o último balanço do ministério, uma criança contaminada pelo vírus morreu, e outros 24 casos estão sendo investigados.

Dessa vez, o foco da imunização contra o sarampo são pessoas que nunca receberam doses da vacina tríplice viral, entre 6 meses e 49 anos de idade. Ao todo, 277 profissionais do estado e de Boa Vista estão atuiando nas ações de vigilância e controle da doença em Roraima.

Além da intensificação da vacinação, equipes do Ministério da Saúde também foram mandadas à região para acompanhar os casos. Os estrangeiros presentes em postos da Polícia Federal no estado também receberam doses da tríplice viral.

Questionado sobre a possibilidade de contratar médicos venezuelanos para auxiliar no combate ao sarampo no estado, Barros disse entender os “problemas que a migração ampla traz à população”, mas descartou a vinda desses profissionais para o país.

Apesar da negativa sobre a vinda de profissionais estrangeiros para o apoio na região, o ministro não descartou o envio de vacinas ao país vizinho, caso necessário.

Apesar dos casos confirmados da doença, o representante da Organização Mundial de Saúde (OMS) no Brasil, Joaquim Molina, afirmou que não há risco do país perder o certificado eliminação da doença. O documento foi emitido em 2016 pela própria organização.

“A certificação se perde quando há evidencia contundente de contaminação autóctone. O caso do Brasil é de contaminação por casos importados, não há nenhuma evidencia de cadeia de transmissão autóctone nativa do país”.



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