Surto de sarampo preocupa moradores da região Norte; veja as dicas dos infectologistas | Bem Estar

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O Bem Estar desta quarta-feira (28) convidou os pediatras infectologistas Renato Kfouri e Isabella Ballalai para falar sobre três assuntos que estão preocupando os brasileiros: sarampo, síndrome mão-pé-boca e o vírus H3N2.

Em 2016, a Organização Pan-Americana de Saúde deu ao Brasil o certificado de eliminação do sarampo, que é altamente contagioso e pode ter graves consequências. Só que o cenário mudou e a região norte enfrenta um surto da doença, que pode ter vindo do país vizinho, a Venezuela.

O sarampo chegou em fevereiro, pela fronteira com Roraima. Os primeiros casos eram de venezuelanos que vieram por causa da crise econômica e política. O que preocupa é que os doentes agora são brasileiros que não viajaram para a Venezuela. Isso significa que o vírus está circulando em Manaus.

O vírus é um subtipo do Influenza. Ele foi responsável pelo pior surto de gripe registrado nos Estados Unidos nos últimos dez anos. Esta semana, duas pessoas morreram da doença em Taubaté, interior de São Paulo.

A preocupação é que o H3N2 faça os mesmos estragos que fez no EUA, onde, durante o inverno, atingiu 47 mil pessoas. O vírus pode chegar ao Brasil por alguém que foi infectado nos EUA, retornou para o país e pode transmitir o H3N2 para outras pessoas.

A coordenadora da vigilância epidemiológica Stela Zollner lembra que prevenir é o princípio de tudo. “Higiene corporal, ambiental, abrir janelas, portas, ventilar os ambientes. Lave as mãos, passe álcool gel. Se adoecer, procure um médico. Tosse pode ser alergia, pneumonia, gripe. Quem sabe a diferença é o médico”.

A síndrome é uma infecção causada por um vírus que produz lesões como bolinhas de água com uma base vermelha nas mãos, pés e lesões esbranquiçadas dentro da boca. Outros locais como o bumbum também podem ser acometidos.

Geralmente tem início com febre e depois surgem as lesões características. O diagnóstico é feito pelo pediatra. A síndrome é contagiosa e as crianças com menos de cinco anos de idade são as mais suscetíveis. Não há vacina. A doença evolui, na imensa maioria, sem sequela nenhuma.



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