A conversa para ter consigo mesmo antes que seja tarde demais | Blog Longevidade: modo de usar

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A tomada de decisões depende de o paciente ser capaz de descrever sua situação atual e entender as consequências de aceitar ou recursar determinados tratamentos, ou seja, demonstrar capacidade de julgamento. Essa capacidade pode ser afetada ou perdida em casos de doença grave: por exemplo, no estágio final de um câncer; ou quando há falência dos órgãos. Na Doença de Alzheimer, a escala Fast mede a progressão da enfermidade, que vai de incipiente a severa. A partir da etapa 6, estima-se que a dependência pode se estender de dez a 20 anos. O doutor Ferris pergunta à plateia o que preferimos no dia a dia: não ter informações sobre o que se passa? Não receber informações que quem as têm? “O mesmo acontece no fim da vida: será que quero ser entubado? Ou ressuscitado? Sempre parece muito cedo para falar disso, até ser tarde demais”, questiona.

É quando ele propõe que todos na sala se façam essas perguntas, que constam do The Conversation Project, cujo kit tem versão em português e pode ser baixado. Embora 90% das pessoas digam que é importante conversar com os familiares sobre os cuidados no fim da vida, apenas 27% dizem tê-lo feito. Além disso, 60% afirmam que não gostariam de sobrecarregar os entes mais próximos com decisões difíceis, mas 56% não comunicaram seus desejos.

Vamos às questões, algumas de dar um nó na garganta: por quanto tempo você quer receber tratamentos médicos agressivos ou invasivos? Se tiver uma doença terminal, preferiria não saber sobre sua progressão ou gostaria que o médico comunicasse sobre a estimativa do tempo que lhe resta? Quais são suas preferências sobre onde quer estar nos últimos dias de sua vida: numa instituição de saúde ou em casa? Para o especialista, todos os médicos deveriam se fazer essas perguntas, para se colocar no lugar dos pacientes que enfrentam o problema.



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