Como deixar a casa organizada? – 05/07/2018 – Equilíbrio e Saúde

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Para resolver o problema da bagunça, o primeiro ponto a se pensar é se o que temos é realmente necessário –o famoso desapego. 

“Uma dica fácil é perguntar se no último ano a pessoa usou aquelas coisas. Se não usou, já é um forte sinal de que o objeto não é necessário”, diz Fernando Laterza, coordenador de design na Belas Artes. A exceção aqui são os objetos com valor sentimental.

 

Também vale usar o método da japonesa Marie Kondo e ver quais objetos te trazem alegria.

A falta de tempo e uma cultura que ainda associa os cuidados da casa a uma tarefa feminina também podem pesar na bagunça. 

“A mulher ainda faz tudo: cuida do filho, do marido, do trabalho, dela mesma. Ela não dá conta”, diz Paula Imparato, membro da Associação Nacional dos Profissionais de Organização e Produtividade. 

Imparato conta que já atendeu casos em que a desorganização causava tanto desconforto que a pessoa queria se mudar. “As coisas passam a fazer mais parte da casa do que as pessoas. Você vira refém”, diz.

​Imparato conta que já atendeu casos em que a desorganização causava tanto desconforto que a pessoa queria se mudar. “As coisas passam a fazer mais parte da casa do que as pessoas. Você vira refém das suas coisas”, diz.

Junto ao desapego, outra dica importante está relacionado ao mobiliário, ou seja, dar um “endereço” aos objetos, segundo Imparato.

Para quem tem muitos acessórios de cozinha, por exemplo, é importante ter gavetas mais compartimentadas. Em um armário no quarto, é possível comprar gavetas avulsas —ou mandar fazer— para facilitar a organização.

Finalmente, desenvolver uma cultura da organização e tornar, a partir disso, a casa mais bonita acabam ajudando na manutenção dos utensílios nos seus devidos lugares.

“Sabe design emocional? O suporte de facas que é um sujeito e aquele sal e pimenta que são um abracinho valem cada centavo. Isso ajuda, principalmente quando não se tem muito espaço e você vai precisar ter uma porção de coisas em cima da mesa”, afirma Laterza. “Se você está no caos, não se sinta o pior do mundo. É algo que tem solução.”

Doença

A bagunça pode ir além de simplesmente uma questão de desorganização. Em casos extremos, pode-se estar diante de um caso de acumulação. “Fazemos o diagnóstico quando a coisa já está feia”, diz Daniel Costa, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas USP.

A acumulação pode ser definida como uma dificuldade persistente de se desfazer de utensílios, com mania de guardar objetos que não fazem muito sentido e ocupar muito espaço com coisas que não vão ser usadas. A partir disso, podem surgir problemas emocionais e de relacionamento com as outras pessoas.

“Nesse caso, o problema não é única e exclusivamente a acumulação. Não é simplesmente jogar as coisas fora, é reconstruir relações e a vida”, diz Costa.



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