Maior sarcófago já encontrado em Alexandria é uma das duas descobertas arqueológicas anunciadas no Egito | Ciência e Saúde

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O primeiro achado, divulgado no dia 1º de julho, é resultado de escavações arqueológicas na cidade de Alexandria, na costa norte do país. Mostafa Waziri, secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, explicou que foi encontrada uma tumba com um sarcófago de granito preto, com 185 cm de altura, 265 cm de comprimento e 165 cm de largura.

Segundo Wazari, é o maior sarcófago já encontrado no município egípcio. A tumba foi localizada a 5 metros abaixo da superfície e, segundo outro funcionário do setor de antiguidades do país, havia uma camada de argamassa entre a tampa da tumba e o sarcófago, o que indica que o material não foi aberto desde que foi depositado.

Uma cabeça esculpida de alabrasto (gesso e calcite) foi encontrada ao lado, e provavelmente pertence ao dono da tumba, de acordo com o ministério.

A outra descoberta, anunciada na última quarta-feira (4), é de centenas de objetos de cerâmica. Eles datam das eras greco-romana, copta e islâmica, e foram encontrados em um esconderijo “muito provavelmente” construído durante a Segunda Guerra Mundial, no interior de um Museu de Alexandria.

As peças foram descobertas “durante trabalhos de restauração” no jardim interno do museu greco-romano de Alexandria, disse o comunicado do ministério.

“Muito provavelmente foram escondidas pelo arqueólogo (britânico) Alan Rowe e pelos funcionários do museu durante a Segunda Guerra Mundial, entre 1939 e 1945”, disse o chefe do Setor de Antiguidades egípcias, Ayman Ashmawi.

Segundo ele, o objetivo era “proteger os objetos da pilhagem e dos bombardeios frequentes durante a guerra”. As antiguidades provavelmente foram escondidas “rapidamente” e, por isso, não foram registradas na lista do museu.

“O esconderijo contém uma coleção de cerâmica de tamanhos e formas diferentes”, indicou a chefe do Departamento Central de Antiguidades egípcias e greco-romanas, Nadia Jadre.

Entre elas, há urnas funerárias, chamadas “Hidari”, onde eram guardadas as cinzas dos mortos após sua cremação no período grego. Também foram encontrados recipientes, vasilhas e pratos das épocas greco-romana e bizantina.



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