Mimos para cães vão de testículos artificiais a consultoria de estilo – 07/08/2018 – Equilíbrio e Saúde

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O pug Miles tinha cinco meses e tentava cruzar com tudo em que podia colocar suas patas.  “Nós vamos dar um jeito nisso logo”, diziam os donos, como um mantra. Eles, então, descobriram o Neuticles, testículos prostéticos para animais. O órgão falso foi, por exemplo, implantado no boxer de Kim Kardashian.

Ao todo, mais de 500 mil animais já receberam a prótese, após a castração, afirma Gregg Miller, que inventou o dispositivo em 1995.

Segundo Miller, os donos que optam pelos Neuticles o fazem para que “os animais mantenham sua dignidade e autoestima”.

“Os pets americanos entraram em um novo lugar nos corações, lares e carteiras de seus donos”, escreveu Michael Schaffer no livro “One Nation Under Dog” (Uma nação sob os cachorros, em tradução livre –a expressão brinca com a expressão “One nation under God”, que significa “uma nação vivendo de acordo com Deus”).

Muitos desses pets, inclusive, hoje são chamados de bebês peludos.

Algumas pessoas pensam que esse cenário tem relação com o aumento nas casas sem crianças. Outros apontam possíveis efeitos da internet nas relações interpessoais. 

No ano passado, os americanos gastaram US$ 69,5 bilhões (R$ 257 bilhões) com seus bichinhos, segundo a Associação Americana de Produtos para Mascotes. Comidinhas e contas de veterinários são só a ponta do iceberg.

Sabe a preocupação de algumas pessoas com a aparência, levando-as à mesa de cirurgia? Com alguns cachorros e gatos não é diferente.

Petplan, uma companhia de seguros, estima que os “pais de animais” gastaram US$ 62 milhões (aproximadamente R$ 229 milhões) em cirurgias plásticas para suas mascotes. Os procedimentos incluem abdominoplastia e plásticas no nariz, sobrancelhas e queixo.

Claro, as operações muitas vezes têm benefícios práticos. Abrir as narinas de cachorros com focinho achatado (como pugs) pode melhorar a respiração dos bichos. Plásticas nas pálpebras de cães da raça shar-pei podem reduzir infecções. Mas qualquer pessoa que tenha visto uma imagem de antes e depois da plástica de um shar-pei pode afirmar que sobre as finalidades estéticas.

Os animais hoje têm muitas formas de se expressar. Cachorros, por exemplo, podem ter sua pelagem colorida, alisada ou ondulada. Podem até receber penteados moicanos, no estilo de leões ou de ursos. 

“Agora o ‘asian fusion’ é a moda”, diz Jorge Bendersky, especialista em cuidados para cachorros, sobre um estilo de corte desenvolvido no Japão. 

Bendersky cobra US$ 300 (mais de R$ 1.000) a hora para atender cliente como Rita, a yorkshire terrier de Gisele Bündchen.

“É um corte que é bem curto no corpo e muito longe nas patas, como um estilo de calça boca-de-sino, o que lhes dá o oportunidade de usar vestidos, uma blusa ou um colar sem atrapalhar o corte.”

Bendersky afirma que atualmente também está recebendo muitos pedidos de “patacures” franceses.

Um dia movimentado no salão pode ser seguido por relaxamento no spa –chafurdar na lama, óleos aquecidos e máscaras de frutas.

 



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