Nasa adia lançamento da sonda solar Parker | Ciência e Saúde

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O adiamento do lançamento inicialmente previsto para este sábado na base do Cabo Canaveral, na Flórida, foi necessário, devido a um problema no sistema de hélio gasoso que surgiu momentos antes da decolagem, explicou a Nasa.

A próxima janela de lançamento se abre no domingo, às 7h31 GMT (4h31 em Brasília).

Parker Solar Probe, missão da Nasa para o Sol (Foto: Claudia Ferreira/G1)
Parker Solar Probe, missão da Nasa para o Sol (Foto: Claudia Ferreira/G1)

Parker Solar Probe, missão da Nasa para o Sol (Foto: Claudia Ferreira/G1)

Do tamanho de um automóvel e com custo de US$ 1,5 bilhão, a Parker Solar Probe deve ser lançada pelo foguete Delta IV.

Se o objetivo for alcançado, a Parker se tornará a primeira nave construída pelo homem a enfrentar as infernais condições da coroa, a parte mais externa da atmosfera do Sol, passando a 6,2 milhões de quilômetros da superfície da estrela.

Aproximando-se do Sol mais do que qualquer outra nave espacial na história, o objetivo principal da sonda é desvendar seus mistérios, em especial, a incomum atmosfera de sua superfície.

Durante os sete anos de duração da missão, está previsto que a Parker cruze a coroa 24 vezes, cerca de 300 vezes mais quente do que a superfície do Sol.

A nave está protegida por um escudo composto de carbono, de 12 centímetros de espessura, o qual deve proteger os instrumentos científicos que ela transporta de uma temperatura de quase 1.400ºC. Dentro da sonda, a temperatura deve ser de apenas 29ºC.

Parker Solar Probe: Entenda missão da Nasa para explorar o Sol

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Quando estiver perto do Sol, a sonda Parker percorrerá o equivalente a um trajeto entre Tóquio e Nova York em um minuto. Com a velocidade de 700.000 km/h, a sonda se torna também o objeto mais rápido já construído pelo homem.

A coroa do Sol não é apenas 300 vezes mais quente do que sua superfície, como também emite poderosos plasmas e partículas energéticas que podem liberar tormentas geomagnéticas espaciais, causando estragos na Terra, ao interromper a rede elétrica. Ainda se sabe pouco sobre essas explosões solares.

“A Parker Solar Probe nos ajudará a fazer um trabalho melhor, ao prever quando ocorrerá uma perturbação dos ventos solares que pode afetar a Terra”, disse Justin Kasper, um dos cientistas do projeto e professor da Universidade de Michigan.

“A sonda Parker pode nos ajudar a prever melhor quando uma tempestade solar pode atingir a Terra”, acrescentou Kasper.

A Parker é a única nave da Nasa que leva o nome de um cientista ainda vivo: o famoso astrofísico Eugene Parker, hoje com 91 anos. Ele foi o primeiro a desenvolver a teoria dos ventos solares supersônicos, em 1958, que estudará agora esta sonda que leva seu nome e sobre a qual disse estar “impressionado”.

“O Sol está cheio de mistérios”, comentou Nicky Fox, membro do Laboratório de Física Aplicada da Johns Hopkins University e cientista responsável da missão.

“Estamos prontos (…) Sabemos quais são as perguntas para as quais queremos respostas”, afirmou.

Há mais de 60 anos, os cientistas sonham com construir uma máquina desse tipo, mas apenas recentemente a tecnologia permitiu fabricar o escudo necessário, explicou ele.



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