Sobe para 91 número de mortos por ebola na Rep. Democrática do Congo | Ciência e Saúde

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A confirmação da primeira morte por ebola em uma grande cidade (Butembo, nordeste do país) há uma semana surpreendeu as autoridades, que até o momento informaram à OMS sobre seis casos de contágio e três mortes neste núcleo urbano.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) anunciou a abertura de um centro de atendimento especializado em ebola na cidade, que tem uma população de um milhão de habitantes e uma grande atividade comercial, o que faz os especialistas temerem uma rápida propagação do vírus.

A OMS considera que há um “bom progresso” na contenção da doença, mas que existem riscos vinculados à resistência da população a aplicar os métodos apropriados de atendimento aos doentes e à vacinação.

O último surto da cepa Zaire – a mais mortal que existe – foi declarado em 1º de agosto e afetou as províncias de Kivu do Norte e Ituri, duas regiões marcadas pela violência armada, o que dificultou as tarefas dos serviços de saúde.

Meses antes tinha ocorrido outro surto na província mais afastada de Equador (nordeste), que foi dado por encerrado dias antes da confirmação do atual. O porta-voz da OMS em Genebra, Tarik Jasaveric, disse que durante este surto anterior 8,9 mil pessoas foram vacinadas, entre elas mais de 2 mil crianças.

Entre os casos que mais são observados estão os que envolvem familiares que se contagiam ao cuidar dos parentes doentes sem seguir os protocolos de proteção.

“É por isto que o trabalho de informação às comunidades é fundamental”, comentou Jasarevic.

Atualmente, há 1,7 mil pessoas que tiveram contato com algum doente e que estão sob vigilância sanitária diária para detectar rapidamente se apresentam algum sintoma de ebola.

O porta-voz explicou que foram reportados alguns casos em áreas onde operam grupos armados irregulares e onde não se pode chegar facilmente.



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