Doulas: uma ajuda para viver o fim da vida | Blog Longevidade: modo de usar

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Apesar do medo que temos de uma morte súbita, são as doenças crônicas não transmissíveis, como as do aparelho circulatório, diabetes ou câncer, que respondem por mais de 60% dos óbitos e atingem indivíduos de todas as camadas socioeconômicas. Portanto, normalmente há um período de declínio permeado de dor e angústia – e é quando a doula pode trazer conforto para o paciente e sua família. Há inclusive uma organização, a International End of Life Doula Association, criada em 2015, que, além de oferecer treinamento, trabalha para mostrar o valor desse serviço em hospitais e centros de cuidados paliativos. Entre outros, o curso abrange tópicos como estimular a capacidade de ouvir, planejamento da vigília, sinais e sintomas da aproximação do fim e rituais que possam suavizar o processo.

É natural que a família esteja tão esgotada com a situação que não se dê conta de pequenos (e grandes) detalhes que podem ajudar nos momentos finais. Por exemplo, criar uma atmosfera mais acolhedora, através da utilização das músicas preferidas, ou usando aromaterapia para que o ambiente tenha os cheiros que mais agradam ao doente. Ou até ajudar a escrever uma carta de reconciliação com um irmão ou irmã cujo relacionamento tenha ficado estremecido nos últimos anos. Que filho ou filha, marido ou mulher, parente ou amigo, se sente preparado para ouvir seu ente querido falar sobre o medo da morte que se aproxima? A dor é insuportável e essa mediação pode ser feita por uma doula, que também se encarrega de tarefas típicas de cuidadores.



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