Em busca de políticas comuns para o envelhecimento na América do Sul | Longevidade: modo de usar

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Uma boa notícia que demorou, mas que finalmente chegou: foi dado o pontapé inicial para se adotar um marco conceitual comum sobre envelhecimento saudável nos 12 países que integram a União das Nações Sul-Americanas (Unasul). A ideia é coordenar ações para o período 2020-2030, com a criação de guias e protocolos de cuidados geriátricos e gerontológicos e de uma estrutura para troca de experiências e adoção de políticas comuns. A base para as discussões está num estudo, publicado em dezembro de 2017, para descrever a situação regional, os impactos socioeconômicos com o aumento da expectativa de vida e identificar as políticas públicas mais adequadas, a partir de dados dos ministérios da saúde e de instituições nacionais e internacionais desses 12 países (Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e Venezuela).

Realizado pelo Instituto Sul-Americano de Governo em Saúde (Isags), vinculado à Unasul, o levantamento mostra que, embora o processo de envelhecimento varie em cada nação, este é um caminho sem volta. O Uruguai tem 17% de idosos e chegará a 21% em 2025. Até lá, o Chile vai dobrar o percentual de velhos na população, de 10% para 20%, enquanto a Guiana vai triplicar. No Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida chegou a 75,7 anos em 2016. Hoje há cerca de 29 milhões com 60 anos ou mais, o equivalente a 14,3% da população, mas as projeções apontam que, em 2030, o número de anciãos superará o de crianças e adolescentes até os 14 anos em 2.2 milhões – e, em 2050, os idosos representarão 30% da população, enquanto as crianças serão 14% do total.

Para fazer frente a essa transformação, o primeiro passo é, em vez de encarar o envelhecimento como uma “carga” para os sistemas de saúde, considerar que a longevidade é uma medida do sucesso desses sistemas, capazes de levar ao aumento da expectativa de vida da população. O estudo mostra que a formação médica e a orientação tecnológica dos serviços de saúde têm que ser repensadas para atender a essa nova realidade. Como os idosos apresentam diversas queixas de saúde, a resposta automática dos profissionais é adicionar medicamentos e exames, que aumentam os custos, causam iatrogenia (quando há complicações resultantes do tratamento médico) e formam uma bola de neve de mais problemas de saúde e tratamentos adicionais. Mudanças curriculares são urgentes, assim como uma abordagem menos medicamentosa e mais holística, com redução dos fatores de risco.

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