Crianças separadas de seus pais: quais as consequências? | Blog da Doutora Ana Escobar

0
2176

[ad_1]

Todos estamos chocados. No entanto, saindo da ótica emocional e entrando no campo racional da neurociência, esta situação pode ficar ainda pior quando se entende as consequências devastadoras que tal fato pode significar para o resto da vida destas crianças.

Nascemos com mais de 1 bilhão de neurônios prontos e formados. Estes neurônios, no entanto, precisam se ligar, se conectar entre si, formando uma complexa rede essencial à execução de funções como aprendizado, relacionamentos emocionais e tantas mais. Podemos comparar nosso cérebro a um computador que, quanto mais conectado, mais é capaz de desempenhar funções específicas.

Cada conexão entre neurônios se chama “sinapse”. O mais incrível de tudo é saber que um pequeno bebê pode fazer o número impressionante de 700 sinapses por segundo. Exatamente isso: 700 sinapses em um segundo, desde que estimulado para isso. Qual é o maior e melhor estímulo? O vínculo afetivo que este bebê desenvolve com pais e/ou cuidadores.

Todo este processo se chama “neuroplasticidade” e acontece essencialmente nos primeiros 5 anos de vida, principalmente nos primeiros 2 anos. A formação desta “arquitetura cerebral” é que estrutura o ser humano em sua plenitude cognitiva e psicoemocional.

No final do século XX o neurocientista Charles Nelson, professor da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, estudou crianças romenas que foram separadas de seus pais e publicou importantes trabalhos científicos demonstrando que as crianças que foram deixadas em abrigos, sem vínculos afetivos fortes, “desfizeram” várias conexões cerebrais já feitas.

Os estudos evidenciaram que a “arquitetura cerebral” destas crianças foi irreversivelmente danificada. Este agravo foi chamado de “ stress tóxico” e pode acontecer em crianças pequenas, quando submetidas a uma situação de risco emocional impactante como negligência, abuso, maus tratos ou abandono súbito.

[ad_2]

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here